O que é?

É uma infecção bacteriana das glândulas sudoríparas apócrinas. A obstrução do ducto glandular com retenção de suor pode ser o fator facilitador da infecção.

Manifestações clínicas

A doença ocorre nas axilas, regiões perianal e pubiana, virilhas e mamas, locais onde são encontradas as glândulas apócrinas. Caracteriza-se por um nódulo avermelhado e doloroso, semelhante a um furúnculo. Pode ser pequeno e pouco inflamatório ou grande com muita inflamação, vermelhidão e dor. A ruptura da lesão deixa sair pus mas, nem sempre, isto é suficiente para a sua regressão.

Podem ser uma ou várias lesões e a evolução varia, podendo ocorrer um único episódio ou vários, se repetindo ao longo da vida. Nestes casos, as lesões que se rompem acabam deixando cicatrizes fibrosas nos locais afetados (foto abaixo).

 

Tratamento

Como a obstrução do ducto glandular pode estar associada ao surgimento da hidradenite, deve-se evitar o uso de desodorantes anti-transpirantes, depilação e raspagem dos pêlos com gilete. No caso das mulheres, deve-se apenas cortar os pêlos bem rente à pele. O tratamento é feito com antibióticos locais e sistêmicos. Nas lesões maiores, geralmente muito dolorosas, pode ser feita a drenagem da lesão, facilitando a saída do pus e diminuindo a dor.

Quando a doença apresenta episódios de repetição, pode ser realizado tratamento cirúrgico, com o esvaziamento glandular, quando as glândulas sudoríparas da região afetada são retiradas. O médico dermatologista é o profissional qualificado para indicar o melhor tratamento para cada caso.

** Post copiado descaradamente do site dermatologia.net.

por Hélio Wiebeck, Sérgio Carvalho de
Araújo e Adilson Santiago

Uma pesquisa divulgada em setembro do ano passado pelo jornal “The Economist” revelou que os brasileiros estão entre os povos que mais se preocupam com a aparência pessoal. No que se convencionou chamar de “ranking da vaidade”, o País apareceu no 7º lugar, entre os 30 pesquisados, com uma média de vaidade entre homens e mulheres de 30%. A média mundial foi de 23%, para mulheres, e de 16%, homens. Os Estados Unidos ficaram em 9º lugar, com 22%. O índice se baseou no tempo que as pessoas gastam para cuidar de sua aparência.

Mesmo pensando só em termos de Brasil, a pesquisa pode ser vista como um indicador do potencial de crescimento para a indústria de cosméticos no País. Na década de 90, o consumo de cosméticos no Brasil registrou aumento de 73%, segundo dados publicados pelo jornal “O Estado de São Paulo”. Tal crescimento estimulou investimentos, que passaram de U$ 1,75 bilhões (1990) para mais de U$ 4 bilhões (2000), gerando empregos na indústria e comércio.

A maior participação da mulher no mercado de trabalho foi fator preponderante para a alavancagem do setor, pois o uso de produtos de beleza é geralmente necessário à manutenção da boa aparência no ambiente empresarial. E por sua vez, colocando tabus de lado, os homens também se tornaram grandes consumidores de cosméticos.

Mais do que mera manifestação de vaidade, cultivar uma boa aparência passou a ser vista como uma demonstração de cuidados com a saúde. Além disso, a boa apresentação pode ser fator determinante na conquista ou manutenção do emprego.

Mercado

O mercado de cosméticos é dominado por companhias de grande porte, mas há espaço para empresas pequenas e até microempresas, desde que seus gestores estejam preparados para enfrentar a concorrência e sejam criativos para encontrar nichos pouco explorados ou até desprezados.

Por tais razões, o desenvolvimento de um cosmético deve começar por uma pesquisa de mercado. Em seguida devem ser identificadas as matérias-primas cujas propriedades permitam a fabricação do produto desejado pelo consumidor. Como exemplo, podemos citar algumas propriedades de vitaminas usadas em produtos de beleza: vitamina A (palmitato de retinila) – aumenta a elasticidade da pele; vitamina B5 (ácido pantotênico) – hidrata os cabelos e aumenta a resistência à quebra; vitamina C (ácido ascórbico) – neutraliza os radicais livres que agridem a pele e protege contra radiação UV.

Mas apenas isso não basta, pois o sucesso nesse mercado depende de outros cuidados. É condição básica que a empresa conte com profissionais da química especializados na área para garantir a qualidade e a segurança dos produtos. Tendo um químico como responsável técnico, a empresa precisará se registrar nos CRQs. O registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária também deve ser feito.

Bons profissionais, contudo, pouco poderão fazer se não tiverem em mãos ferramentas tecnológicas que permitam a aplicação de seu potencial técnico. O uso de um equipamento mal dimensionado, por exemplo, poderá causar problemas na mistura dos componentes.

Apresentamos no quadro abaixo a formulação típica de um banho de espuma emoliente, com a descrição da função de cada componente utilizado.

Banho de espuma emoliente
Componente % em massa
Água 47,75
Lauril Éter Sulfato de Sódio 40,00
Anfóteros Betainicos 7,00
Mono e di-alcanolamida 3,00
Ésteres isopropílicos 2,00
Agente conservante 0,20
Ácido cítrico 0,05
Corante qs*
Essência qs*

Função dos componentes da formulação:
Água : solvente universal.
Lauril Éter Sulfato de Sódio: tensoativo aniônico, promove a formação de espuma e a limpeza.
Anfóteros Betainicos: suavizante e espessante. Tensoativo de baixa irritabilidade.
Mono e di-alcanolamida: tensoativo não iônico , espessante, reengordurante e estabilizante de espuma.
Ésteres isopropílicos: mantém a gordura da pele
Agente Conservante: protege a formulação contra a ação de microorganismos.
Acido cítrico:usado para acerto de PH ou neutralização da formulação.
Corante : fornece a coloração desejada ao produto.
Essência: aromatizante.
(*) Quantidade suficiente

 

http://www.crq4.org.br/

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